Mísia

MÍSIA | ‘Para Amália’

Para Amália é um disco de grande fôlego, um trabalho notável, decantando o génio amaliano no saber acumulado por Mísia ao longo dos anos. (5/5)

in Público, 30.10.15

O desejo de oferecer uma prenda ‘Para Amália’ foi sentido por Mísia depois de mais de 20 anos de construção de um repertório e uma sonoridade próprios, em cumplicidade com os grandes escritores, poetas e músicos portugueses.
Mísia já havia cantado temas do repertório amaliano, mas sempre pontualmente. Agora trata-se de um álbum duplo, gravado em Lisboa no final de 2014, ano em que se cumpriram os 15 anos da desaparição física de Amália Rodrigues.

‘Para Amália’ foi construído não só com o repertório amaliano mas também com temas inéditos criados especialmente para este trabalho. O primeiro disco, piano e voz, é constituído por músicas na sua maioria de Alain Oulman mas também de Carlos Gonçalves, Fontes Rocha. Poemas de David Mourão Ferreira, Amália, Afonso Lopes Vieira, Pedro Homem de Mello, etc. O segundo disco, guitarras de Fado, tem um ambiente musical mais tradicional, incluindo Fados muito populares e um tema de folclore. Inclui também textos inéditos de Amélia Muge, Tiago Torres da Silva, Mário Cláudio e Mísia escritos em tributo a Amália Rodrigues.

‘Para Amália’, o álbum, conta com participações especiais de Maria Bethânia, do
ator Rogério Samora e da cantora espanhola Martírio.
Em concerto, um efeito visual da projeção em loop da jóia preferida de Amália Rodrigues, vai pulsando em várias cores palavras-chave do Fado: Destino, Voz, Saudade, Mulher.

Local e datas

SP – Teatro J. Safra

http://www.teatrojsafra.com.br/

19 de Nov, 5ª feira, à 21:30h – Cuca Roseta e Mísia

RJ – Cidade das Artes

www.cidadedasartes.org

20 de Nov, 6ª feira, à 21:00h – Cuca Roseta e Mísia

Cuca Roseta

Falar de Cuca Roseta é falar de uma carreira com um só sentido: ascendente. Após algumas experiências iniciais mais próximas do pop rock, Cuca rapidamente se evidenciou no sempre concorrido mundo das casas de fado.
Com uma voz cristalina e tecnicamente irrepreensível a fadista portuguesa criou à sua volta, num ápice, um burburinho de que alguma coisa realmente especial estava a aparecer.

Entre os muitos que ficaram tomados pelo canto e pela alma de Cuca Roseta estava Gustavo Santaolalla que viu a fadista actuar no Clube de Fado.

Vencedor de múltiplos Grammys e de dois Óscares o produtor argentino, radicado em Los Angeles, imediatamente desafiou a cantora portuguesa para fazerem um disco.
Foi assim que chegou ao mercado o primeiro álbum de Cuca Roseta, com a assinatura de Santaolalla na produção e que instantaneamente conquistou os corações do público e da crítica tendo atingido o galardão de ouro e permitido encher o passaporte de Cuca Roseta de muitos carimbos pelos concertos que realizou pelo mundo fora.
Em 2013 Cuca Roseta quis ir mais longe e assumiu a composição da esmagadora maioria dos temas de ‘Raiz’, o seu segundo álbum de originais.

Desta vez o leme da produção foi entregue a Mário Barreiros, nome maior da produção de música portuguesa. ‘Raiz’ consolidou o público da fadista e permitiu-lhe percorrer, ainda mais, todos os palcos nacionais, bem como aprofundar a sua carreira internacional com destaque para as impressionantes digressões realizadas no Benelux e a participação no Festival de Fado no Brasil.

Pelo caminho a cantora portuguesa tem partilhado o palco e colaborado com nomes como Djavan, Ana Moura, David Bisbal, Stewart Sukuma, entre outros.
2015 Verá o terceiro álbum de originais de Cuca Roseta chegar aos escaparates tendo, desta vez, a fadista decidido confiar a produção ao mítico Nelson Motta, figura histórica da música popular brasileira dos últimos 50 anos